Sociedade João Paulo II
Missão
Ser presença de transformação na comunidade; e, através de programas específicos, caminhar com a comunidade na busca de cidadania para todos".
Objetivos
A Sociedade João Paulo II tem com objetivo oferecer aos moradores da Praia do bairro Ponte do Imaruim ,oportunidades de desenvolvimento comunitário e auxilio na educação de seus filhos, através de programas Pedagógicos,Profissionalizantes e Comunitários.
Histórico
Outra intervenção foi à construção da “Concasa”, financiada pelo Governo, quando, então, era Governador o Sr. Ivo Silveira, filho de Palhoça.
Desde então, começou o grande loteamento dos campos e chácaras, dando origem ao bairro urbano de hoje.
A construção da BR 101, veio definir os limites do Bairro: à leste, o mar; a oeste, a BR 101; ao norte, o rio Maroim; ao sul, o rio do Patural, formando uma quase quadrada nesga de terra de 2 Km de lado.
Em 18 de dezembro de 1978, chegaram às primeiras Religiosas, no Bairro. Pertenciam a “Fraternidade Esperança”, cuja característica é o atendimento às populações mais pobres.
É que a urbanização atraiu o movimento migratório do êxodo rural, o surgimento das favelas de palafitas no mangue.
Quando as religiosas chegaram, o bairro apresentava três distintos núcleos habitacionais de população pobre: o “Casqueiro”, assim chamado por causa da industrialização da concha do berbigão, e situado ao longo do rio Maroim, o “Banhado”, para os lados da BR 101; e a “Praia”, comprimida entre a Avenida Aniceto Zacchi e o mar.
A “Praia”, por sua vez, formava as “Areias”, onde, nesse tempo, em pequenas chácaras, morava a população original; casas açorianas, e vivendo da pesca e da coleta do berbigão e ostra.
A praia era linda, branquinha, de cômoros e dunas arenosas, e o mar, abundante de camarão, crustáceo e peixes.
E o outro núcleo era a “Beira Riomar”, na “Croa” do rio Maroim, erguido em palafitas, onde se ia amontoando uma população de migrantes, sem os mínimos recursos de sobrevivência: emprego, alimentação, higiene, saúde, habitação decente.
Foi aí, então, que as religiosas deram início à sua missão junto aos empobrecidos.
O PROJETO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO DA PRAIA.
As religiosas chegaram à Ponte do Imaruim, já direcionadas para o trabalho junto a esses núcleos, respondendo aos anseios de pessoas do lugar, preocupadas com a formação de favelas, e temendo fosse Palhoça, afinal, o “ninho” dos meninos de rua de Florianópolis.
As sondagens iniciais, escutando as necessidades do povo, as realidades que viviam, os seus maiores anseios, deram resultados preocupantes e, ao mesmo tempo, norteadores das medidas a tomar.
Realmente, o receio com a formação de “meninos de rua”, era fundada: na Delegacia de Menores, da época, mais de 30 menores, meninos e meninas, estavam fichados; as crianças não freqüentavam a escola; os moços não tinham empregos e recorriam à marginalidade; nenhum banheiro; sem iluminação elétrica e água encanada; com o maior anseio de poder sair do barraco com o pé enxuto.
Formou-se, então, no “Centro Comunitário da Ponte do Imaruim”, com o Conselho do Centro, as Irmãs e as lideranças da Igreja Católica, uma equipe de 31 pessoas, da qual, fazia parte o Prefeito Municipal, Sr. Newton Schuinden.
Montado o Plano de Ação, na reunião de 22 de abril de 1980, presidida pelo Sr. Prefeito Municipal, foi discutido e finalmente aprovado o Plano, que recebeu o nome de “Projeto de Desenvolvimento Comunitário da Praia”.
Na mesma reunião, o grupo se organizou em equipes, para dar execução ao Projeto.
O Projeto apresenta três diferentes programas: Programas Pedagógicos (Educação Infantil e Sócio-Educativo); Programas Profissionalizantes e Programas Sociais e Comunitários.
Ao se iniciar a execução do Projeto, e ao receber a doação de um terreno, tornou-se claro que havia necessidade de uma associação, um órgão legal para legitimar o patrimônio e assumir o Projeto, e assim, surge a Associação João Paulo II.
A DENOMINAÇÃO
A procura de um local para a sede do Projeto levou Irmã Eliana, da equipe do terreno, até Blumenau, para onde se tinha mudado o Sr. Hercílio Teske com a família, moradores da Praia. Sua casa e terreno ficaram abandonados, pois que o motivo de sua saída, era a invasão do mar, que já lhe tinha devorado uma grande área e ameaçava a casa. Esta casa fora adquirida pelo Sr. Hercílio Teske do artista plástico, de fama nacional, Tirelli. Por sua vez Tireli pôs á venda sua casa de praia, entristecido pela morte de seu filho de 21 anos, vítima de um câncer de pele.
Ainda durante alguns anos, cada aniversário da morte do filho, à noite, vinha Tirelli e sua família cantar sua saudade ao filho que partiu tão cedo, numa serenata muito emocionante.
Quando Irmã Eliana chegou à casa do Sr. Hercílio Teske, em Blumenau, era pelas três horas da tarde do dia 26 de junho de 1980, justamente no momento em que S. Santidade, o Papa João Paulo II, em visita ao Brasil, pisava no solo brasileiro e beijava o chão.
A família recebeu com complacência o pedido e de imediato fez a doação do terreno. Mais tarde, em carta de 22 de julho de 1980, ele expressava o desejo de que a obra se denominasse “Lar João Paulo II”.
Ao ser fundada a Associação, em homenagem de gratidão ao doador, optou-se pela denominação por ele sugerida: “Sociedade João Paulo II”.
Hoje em dia, por força da reforma do Estatuto, como exigência do novo Código Civil Brasileiro, ela passou a se chamar Associação João Paulo II.
